A obra missionária nas cidades
“Ele, porém, lhes disse: Também é necessário que Eu anuncie a outras cidades o evangelho do Reino de Deus, porque para isso fui enviado”
Lucas 4:43
O Senhor deu a alguns ministros a habilidade de reunir e conservar grandes congregações. Isto exige o exercício de tato e habilidade. Nas cidades de hoje, onde existem tantas coisas destinadas a atrair e agradar, o povo não pode se interessar por esforços medíocres. Os ministros designados por Deus hão de achar necessário envidar esforços extraordinários para atrair a atenção das multidões. E quando conseguem reunir grande número de pessoas, têm de apresentar mensagens de caráter tão fora da ordem comum que o povo fique desperto e advertido. Têm de fazer uso de todos os meios que possam ser planejados para fazer com que a verdade sobressaia clara e distintamente. A probante mensagem para este tempo deve ser apresentada tão clara e decididamente que comova os ouvintes, e os leve ao desejo de estudar as Escrituras.
Os que fazem a obra do Senhor nas cidades têm de envidar esforço calmo, perseverante e devotado, em favor da educação do povo. Conquanto devam trabalhar fervorosamente para interessar os ouvintes e conservar esse interesse, têm de ao mesmo tempo precaver-se contra qualquer coisa que se aproxime do sensacionalismo. Nesta época de extravagância e ostentação, em que os homens julgam necessário fazer aparato para conseguir êxito, os escolhidos mensageiros de Deus devem mostrar o erro de gastar meios desnecessariamente, para causar efeito. Ao trabalharem com simplicidade, humildade e gentil dignidade, evitando tudo que seja de natureza teatral, sua obra fará duradoura impressão para bem.
Há necessidade, é certo, de gastar dinheiro sabiamente, em anunciar as reuniões, e em levar a cabo a obra sobre bases sólidas. Contudo, verse-á que a força de cada obreiro reside, não nessas manifestações exteriores, mas na tranquila confiança em Deus, na oração fervorosa a Ele, pedindo auxílio, e na obediência à Sua Palavra. — Obreiros evangélicos, pp. 345 e 346.