Eloquência tem limite!
“E ele lhe disse: Também eu sou profeta como tu, e um anjo me falou pela palavra do Senhor, dizendo: Faze-o voltar contigo à tua casa, para que coma pão e beba água (porém mentiu-lhe)”
1 Reis 13:18
O ministro pode fazer uma escalada aos Céus, por meio de descrições poéticas e apresentações fantasiosas que agradem os sentidos e alimentem a imaginação, mas não toquem a experiência da vida comum, as necessidades diárias; fazendo chegar ao coração as próprias verdades que são de interesse vital. As necessidades imediatas, as provações presentes, necessitam de auxílio e fortaleza presentes — a fé que opera por amor e purifica a alma, não palavras que não têm influência real sobre o ativo andar diário em cristianismo prático.
Pode o ministro pensar que com a sua eloquência fantasiosa fez grandes coisas na alimentação do rebanho de Deus; ou os ouvintes podem pensar que nunca dantes ouviram temas tão belos, que nunca viram a verdade revestida de linguagem tão bela, e como Deus lhes foi apresentado em Sua grandeza, sentiram um ardor de emoção. Mas investigue da causa para o efeito todo esse êxtase de sentimento causado por essas fantasiosas apresentações. Poderá haver verdades, mas demasiadas vezes elas não são o alimento que os fortalecerá para as lutas da vida diária. — Manuscrito 59, 1900.
Não devem os irmãos pensar que, por não entenderem todos os pontos de menor importância com perfeita unanimidade de vistas, seja virtude o manterem-se afastados. Se concordam quanto às verdades fundamentais, não devem divergir nem discutir acerca de assuntos de real pouca importância. Deterem-se em questões de difícil compreensão, que afinal de contas não têm importância vital, tende a desviar a mente das verdades vitais para a salvação da alma. Devem os irmãos ser muito moderados no insistir sobre esses pontos secundários que muitas vezes eles próprios não compreendem, pontos que não sabem ser a verdade e não são essenciais para a salvação. [...] — Manuscrito 82, 1894.