Hospitalidade — um método para ganhar almas
“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque, por ela, alguns, não o sabendo, hospedaram anjos”
Hebreus 13:2
Nossa obra neste mundo é viver para fazer bem a outros, para abençoar a outros, para sermos hospitaleiros; e não é senão à custa de algum incômodo, muitas vezes, que podemos hospedar aqueles que em verdade necessitam de nossos cuidados, e do benefício de nossa companhia e de nosso lar. Alguns fogem a esses necessários encargos. Mas alguém os tem de aceitar; e como, em geral, os irmãos não são muito amantes da hospitalidade, e não repartem equitativamente esses deveres cristãos, os poucos que têm um coração voluntário e levam a sério o caso daqueles que se acham em aperto, ficam sobrecarregados.
“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns não o sabendo, hospedaram anjos” (Hebreus 13:2). Essas palavras não perderam nenhuma força através do tempo. Nosso Pai celestial ainda continua a pôr no caminho de Seus filhos oportunidades que são bênçãos disfarçadas; e os que aproveitam essas oportunidades encontram grande regozijo.
Deus nos experimenta e prova pelas ocorrências comuns da vida. São as pequenas coisas que revelam os capítulos do coração. São as pequenas atenções, os numerosos incidentes pequeninos e as simples cortesias da vida, que formam a soma da felicidade da existência; e é a negligência das palavras bondosas, animadoras e afetuosas, e das pequenas cortesias da vida que ajudam a formar o todo da infelicidade da existência. Verificar-se-á afinal que a negação do próprio eu pelo bem e felicidade dos que nos rodeiam constitui grande parte do registro da vida no Céu. — Serviço cristão, pp. 145 e 146.