O cuidado das crianças necessitadas
“Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me recolherá”
Salmos 27:10
Muitos pais que morreram na fé, repousando na eterna promessa de Deus, deixaram seus amados na plena confiança de que Deus cuidará deles. E como o Senhor toma providências em favor desses desamparados seres? Ele não opera um milagre enviando maná do Céu; não manda que os corvos lhes deem o sustento; mas opera um milagre sobre o coração humano, expulsando da alma o egoísmo e franqueando as fontes da benevolência. Ele prova o amor de Seus professos seguidores confiando-lhes à terna compaixão os entes desamparados.
Há um vasto campo de prestatividade diante de todo aquele que deseje trabalhar pelo Mestre, cuidando dessas crianças e jovens que foram privados da cuidadosa guia dos pais e da subjugante influência de um lar cristão. Muitos deles têm herdado maus traços de caráter; e se deixados a crescer na ignorância, se entregarão a associações que levam ao vício e ao crime. Essas crianças sem futuro necessitam ser postas em posição favorável para a formação de um caráter reto, a fim de que se tornem filhos de Deus.
Crianças sem pai nem mãe são postas nos braços da igreja, e Cristo diz a Seus seguidores: Tomem essas crianças desprotegidas, tragamnas a Mim e receberão seu salário. Tenho visto muita manifestação de egoísmo nestas coisas. A menos que haja alguma evidência especial de que eles próprios serão beneficiados na adoção em sua família daqueles que necessitam de lares, alguns se esquivam, e respondem: Não. Não parecem saber ou importar-se de que estejam tais crianças salvas ou perdidas. Isto, eles pensam, não lhes diz respeito. Respondem como Caim: “Sou eu guardador do meu irmão?” Gênesis 4:9. Não estão dispostos a enfrentar o inconveniente e a fazer qualquer sacrifício pelos órfãos, e indiferentemente lançam-nos aos braços do mundo, que às vezes está mais disposto a recebê-los do que esses professos cristãos. No dia de Deus se fará inquirição quanto àqueles que o Céu lhes deu a oportunidade de salvar [...]. — O lar adventista, p. 167.