Os ricos não devem ser esquecidos
“E era o seu gado sete mil ovelhas, e três mil camelos, e quinhentas juntas de bois, e quinhentas jumentas; era também muitíssima a gente ao seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do Oriente”
Jó 1:3
Devem os servos de Cristo trabalhar fielmente pelos ricos de nossas cidades, assim como pelos pobres e humildes. Há muitos homens abastados que são suscetíveis às influências e impressões da mensagem evangélica, e que, quando a Bíblia, e ela unicamente, lhes é apresentada como expositor da fé e prática cristãs, serão pelo Espírito de Deus levados a abrir portas para o avançamento do evangelho. Revelarão uma fé viva na Palavra de Deus, e usarão os meios que lhes foram confiados para preparar o caminho do Senhor, para endireitar no ermo vereda a nosso Deus.
Durante anos temos andado preocupados com a pergunta: Como poderemos reunir fundos suficientes para a manutenção das missões que o Senhor tem aberto perante nós? Lemos as ordens positivas do evangelho; e as missões, tanto nos campos nacionais como nos estrangeiros, apresentam suas necessidades. As indicações, ou antes, as positivas revelações da Providência, incitam-nos a fazer rapidamente a obra que espera ser feita.
O Senhor deseja que homens possuidores de dinheiro sejam convertidos e sirvam de Sua mão auxiliadora para alcançar outros. Ele deseja que os que podem ajudar na obra da reforma e restauração vejam a preciosa luz da verdade e sejam transformados no caráter, e levados a empregar em Seu serviço o capital que lhes foi confiado. Ele deseja que empreguem os meios que lhes emprestou, em fazer bem, em abrir o caminho para o evangelho ser pregado a todas as classes perto e longe.
Não há de ser o Céu apreciado pelos homens sábios do mundo? — Oh, sim! Ali encontrarão eles descanso e paz e repouso de todas as futilidades, toda a ambição, todo o egoísmo. Insistam com eles para que busquem a paz e felicidade e gozo que Cristo deseja concedê-los. Insistam com eles para que busquem obter o mais rico dom que pode ser conferido ao homem mortal — as vestes da justiça de Cristo [...]. — Obreiros evangélicos, p. 349.